Painel de Inscrições & Impacto 2026
Total de Inscrições
Inscrições Enviadas
Pessoas Únicas Enviadas
Inscrições Não Enviadas
Novos indicadores propostos
Calculados sobre as 288 pessoas únicas enviadasTaxa de Multicandidatura
Ver detalhamento completo na aba Multicategoria.
Equidade de Gênero
197 de 288 pessoas com inscrição enviada.
Representatividade Étnico-Racial
187 de 288 pessoas com inscrição enviada.
Concentração Territorial
284 de 288 pessoas nos 5 estados-foco.
Qualificação Técnica
200 de 288 pessoas com inscrição enviada.
Base Total de Pessoas
490 inscrições distribuídas entre 352 pessoas.
Funil e distribuição
Funil de Status por Categoria
Enviada · Draft · Abandonada — 490 inscrições
Distribuição Regional
490 inscrições, por região do Brasil
Curva de Engajamento por Idade
490 inscrições, por faixa etária
Identidade de Gênero
490 inscrições
Recorte Sociodemográfico: Cor/Raça
490 inscrições
Inclusão: Deficiência Declarada
490 inscrições · categorias afirmativas em destaque
Nível de Formação Acadêmica
490 inscrições · ordenado do nível mais alto ao mais baixo
Povos e Comunidades Tradicionais
490 inscrições · categorias afirmativas em destaque
Aba 2 de 5
Resumo Geral e Principais Insights
Leitura executiva da base de 490 inscrições (352 pessoas), preparada para o time do projeto e para a Neoenergia.
1. Perfil Geral da Demanda
- A Caravana recebeu 490 inscrições vindas de 352 pessoas distintas, com 380 (78%) efetivamente enviadas. A categoria Mentorias foi a mais demandada (203 inscrições), seguida por Produtores (152), Facilitadores (78) e Pesquisadores (57).
- Alta especialização comprovada: entre quem respondeu, a Pós-graduação (171) lidera isoladamente as inscrições, à frente do Ensino Superior completo (160). Estamos lidando com um público sênior e altamente qualificado — 69,4% das pessoas com inscrição enviada têm superior completo ou pós-graduação.
- Curva de idade madura: empate técnico no pico de engajamento entre as faixas de 30 a 34 anos e 35 a 39 anos (ambas com 99 inscrições), formando uma curva quase perfeita que atinge a maturidade da carreira dos agentes culturais.
2. Diversidade e Inclusão
- Equidade de gênero: 68,4% das pessoas com inscrição enviada são mulheres cis, mulheres trans ou pessoas não binárias — um retrato consistente com os critérios afirmativos usados no processo seletivo (ver aba Selecionados Locais).
- Representatividade étnico-racial: 64,9% se autodeclaram pretas, pardas ou indígenas, superando a média de autodeclaração da população brasileira em pesquisas culturais similares.
- Diversidade de origem: apesar de a maioria responder "Não" a pertencimento tradicional, os dados desvendaram grupos cruciais: Quilombolas (10), além de Ribeirinhos, Caiçaras, Ciganos, Sertanejos, Praieiros e Pescadores artesanais.
- Acessibilidade e PCD: entre as pessoas que sinalizaram deficiência, os laudos de Deficiência Intelectual (5) e Física (4) lideram, exigindo protocolos adequados de acolhimento em formações presenciais.
3. Território
- A base está fortemente concentrada nos 5 estados-foco do projeto — SP, DF, PE, BA e RN respondem por 98,6% das pessoas com inscrição enviada — validando a estratégia de descentralização de recursos para fora do eixo tradicional e a abertura da nova fronteira em Pernambuco.
- A região Nordeste concentra a maior parte das inscrições (244 de 490), puxada por BA, PE e RN — território de maior densidade de Pontos e Pontões de Cultura no recorte usado na metodologia de escolha de municípios.
4. Multicandidatura
- 21,6% das 352 pessoas da base (76 pessoas) se inscreveram em mais de uma modalidade — sinal de um público multidisciplinar que transita entre produção, mentoria, facilitação e pesquisa. O par mais comum é Mentorias + Produtores (40 pessoas).
- Esse comportamento é ainda mais forte entre os selecionados: 53,3% das 15 pessoas selecionadas como produtoras/assistentes e pesquisadoras locais haviam se inscrito em mais de uma modalidade — mais que o dobro da taxa da base geral. Ver análise completa na aba Multicategoria.
5. Seleção de Talentos Locais
- No processo de Produtores Locais, 18 pessoas foram pré-selecionadas para entrevista e 10 foram selecionadas (5 produtoras/produtores + 5 assistentes de produção), uma por função em cada um dos 5 estados-foco.
- No processo de Pesquisadores Locais, 5 pessoas foram selecionadas dentre as pré-selecionadas para entrevista, uma por estado-foco.
- Entre as 15 pessoas selecionadas nos dois processos: 86,7% são mulheres cis, trans ou não binárias; 80% se autodeclaram pretas ou pardas; e 93,3% têm superior completo ou pós-graduação — reflexo direto dos critérios afirmativos de prioridade (mulheres, pessoas negras e pessoas trans) usados na seleção.
Aba 3 de 5
Selecionados: Produtores e Pesquisadores Locais
Com base no processo descrito em Pesquisadores e produtores locais, que aplicou critérios afirmativos de prioridade (mulheres, pessoas negras e pessoas trans obtiveram pontuação extra), currículo/experiência e territorialidade.
Funil de seleção — Produtores Locais
Funil de seleção — Pesquisadores Locais
O documento fonte declara 18 pré-selecionados para entrevista de Pesquisadores Locais; a lista nominal explicitada no documento contém 14 nomes (BA 3, DF 2, PE 3, RN 3, SP 3). Mantivemos o número declarado no texto original e sinalizamos a diferença para fins de transparência.
Quem foi selecionado, por estado-foco
Perfil demográfico dos 15 selecionados
| Nome | Papel | UF | Idade | Gênero | Cor/Raça | Formação | Nº modalidades |
|---|
Dados cruzados por CPF entre a lista de selecionados (documento "Pesquisadores e produtores locais") e a base consolidada de inscrições (DB_Inscritos).
Aba 4 de 5
Inscritos e Selecionados em Mais de Uma Modalidade
Quantas pessoas concorreram — e foram selecionadas — em mais de uma das 4 modalidades da Caravana (Produtores, Mentorias, Facilitadores, Pesquisadores).
Nº de modalidades por pessoa
352 pessoas (todos os status)
Combinações de modalidades mais comuns
Entre as 76 pessoas com mais de 1 modalidade
Considerando apenas inscrições efetivamente enviadas (288 pessoas), a taxa de multicandidatura é de 20,5% (59 pessoas), com distribuição semelhante entre as combinações.
Os 8 selecionados que concorreram em mais de uma modalidade
| Nome | Selecionado(a) como | UF | Também se inscreveu em |
|---|
Relatório Institucional · 1ª Fase 2026
Caravana Energia da Cultura 2026: Estratégia, Impacto e Escala
Transformando o mercado cultural brasileiro com inteligência, previsibilidade e excelência logística. Patrocínio Neoenergia, produção Sorella, realização Cultura&Mercado, Ministério da Cultura e Governo Federal do Brasil.
1. Histórico: a força de 2024–2025
A Caravana chega a 2026 com dois anos de execução consolidada. Em 2024, o projeto entregou 48 horas de formação presencial intensiva em quatro territórios (DF, BA, RN, SP). Em 2025, a atuação se aprofundou com 96 horas de aulas e atividades culturais presenciais, expandindo conexões criativas, e 80 horas de mentoria online dedicadas a 25 grupos selecionados, garantindo aplicação prática dos conteúdos na Lei Rouanet.
2. O salto estratégico para 2026
Para 2026, a estratégia se apoia em quatro pilares:
- Descentralização de recursos: foco no fomento fora do eixo tradicional Rio–São Paulo.
- Nova fronteira: expansão inédita para Pernambuco, ampliando a força da Caravana no Nordeste.
- Empreendedorismo sustentável: capacitação para autonomia financeira no setor cultural.
- Inclusão prioritária: fomento direto ao acesso de mulheres cis, trans e negras às formações.
Os territórios de impacto em 2026 são Bahia, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo — os mesmos 5 estados que concentram 98,6% da base de inscritos recebida nesta primeira fase.
3. O ecossistema de formação 2026
A entrega de conteúdo em 2026 é organizada em quatro eixos complementares, somando mais de 260 horas de capacitação:
- Eixo 1 — Mentorias (profundidade): 70h de mentoria online (abril–setembro) para 5 coletivos selecionados por estado, com especialistas fixos em burocracia/contratação, organização de coletivos e PNAB, com foco em preparação para a Lei Rouanet e editais locais.
- Eixo 2 — Workshops (conexão presencial): 30h de workshops presenciais (6h por localidade), com abertura oficial de "conexões criativas" e contratação de mediadores e produtores locais em cada território.
- Eixo 3 — Pílulas de conhecimento (escala nacional): aulas curtas no YouTube (lançamento em junho), 4 a 5 pílulas dinâmicas de até 20 minutos, com LIBRAS e legenda, cobrindo temas universais (Inteligência Artificial, acessibilidade, financiamento público, políticas nacionais).
- Eixo 4 — Aulas síncronas (capacitação de massa): 60h de aulas síncronas (julho–setembro), 500 vagas disputadas em 5 turmas de 100 pessoas, 12h por estado, com emissão de certificado para quem cumprir 75% de presença mínima.
4. Inteligência logística: um cronograma desenhado para o Brasil de 2026
2026 é um ano atípico — festividades juninas gigantescas no Nordeste, Copa do Mundo (11 de junho a 19 de julho) e Eleições Nacionais em outubro disputam a atenção do país. A programação da Caravana foi desenhada para complementar, e não competir, com esse calendário:
- 1º semestre (abril–maio): workshops presenciais (Eixo 2) concluídos na Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte antes da explosão turística e logística do "Maior São João do Mundo" (Caruaru) e do Mossoró Cidade Junina — otimizando custos de passagens/hospedagem e captando atenção integral dos agentes culturais antes da alta temporada.
- Mês da Copa (junho): lançamento nacional do Eixo 3 (YouTube) e execução do Eixo 2 presencial apenas em São Paulo e Distrito Federal — territórios sem tradição de paralisar o ecossistema cultural em junho. Nos estados tomados pelas festas e pelos jogos, a entrega migra para o formato sob demanda.
- 2º semestre (julho–setembro): inscrições em julho, execução pesada do Eixo 4 (aulas síncronas) e conclusão do Eixo 1 (mentorias) em agosto e setembro — toda a carga horária de massa é executada e certificada antes do primeiro turno das eleições (4 de outubro), garantindo 100% de aproveitamento antes que o país seja tomado pelo debate político e trocas de gestão pública.
5. Governança e a máquina por trás do projeto
- Coordenação e curadoria pedagógica: Larissa Biasoli, Daniele Torres e Carolina Kazumi.
- Governança e segurança (Inter Medium): assessoria jurídica (Carolina Kazumi), contábil e financeira (Giselle Bastos) e produção executiva (Lívia Carmona).
- Acessibilidade integral (Inter Medium): especialistas dedicados em LIBRAS, audiodescrição e acessibilidade física.
- Inovação em dados (Inter Medium): núcleo de engajamento, Cult_B e Inteligência Avaliativa (Gustavo Valezzi e Carol Zanoti).
Legado tecnológico: Cult_B e Inteligência Avaliativa
O Cult_B automatiza o controle de presença presencial e a emissão de certificados, e constrói uma rede digital ativa entre os participantes. A Inteligência Avaliativa mescla e processa os dados de 2024, 2025 e 2026 para gerar relatórios públicos em tempo real sobre o impacto e a evolução do setor cultural brasileiro — este painel é parte desse legado.
6. Metodologia de escolha dos municípios e indicadores ODS
A escolha dos municípios da Caravana 2026 combina bases de dados públicas e privadas: a Estimativa da População do IBGE (atualizada em 13/01/2026), a base do IDSC-BR 2025 (Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades) e a base de Pontos e Pontões de Cultura da Rede Cultura Viva, cruzadas com dados fornecidos pela Neoenergia — estados-foco da Caravana, cidades-praça de atuação da empresa e municípios do Edital Neoenergia 2026.
6.1 Seis critérios de elegibilidade
Um município só é elegível se atender simultaneamente a todos os critérios abaixo (valor 1 em cada um):
- Critério 1: população igual ou superior a 100.000 habitantes;
- Critério 2: não ser Capital de Estado;
- Critério 3: pertencer a um dos Estados-foco da Caravana 2026;
- Critério 4: pertencer às praças onde a Neoenergia tem atuação;
- Critério 5: não fazer parte do Edital Neoenergia 2026 (para evitar sobreposição de fomento);
- Critério 6: ter média de Pontos de Cultura por 100.000 habitantes igual ou superior à média nacional de referência (2,58 pontos/100 mil habitantes).
6.2 Ajuste fino: o Índice Final ODS Caravana
Entre os municípios elegíveis, um segundo cálculo usa a base do IDSC para trazer os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) impactados pela Caravana, com indicadores específicos por ODS. Cada indicador recebe 1,00 ponto se estiver no lado favorável da média nacional, 0,50 se estiver no intervalo intermediário (entre 80% e 100% da média) e 0,00 caso contrário — o Índice Final ODS Caravana é a média desses valores, usado como critério de desempate entre municípios já elegíveis pelos 6 critérios iniciais. Os ODS e indicadores selecionados são:
| ODS | Indicador | O que mede |
|---|---|---|
| ODS 7 | SDG7_2_ENRG | Domicílios com acesso à energia elétrica (%) |
| ODS 8 | SDG8_3_T_DSC | Taxa de desemprego |
| SDG8_9_T_OCUP_FORM | Taxa de ocupação formal (16+ anos) | |
| ODS 10 | SDG10_2_GINI | Coeficiente de Gini (desigualdade de renda) |
| SDG10_DIF_FEM_NNN | Diferença na taxa de feminicídio entre mulheres PPI e brancas | |
| SDG10_HM_JUV_NNN | Diferença na taxa de homicídio juvenil masculino entre jovens PPI e brancos | |
| SDG10_35_VLC_LGBT | Violência contra população LGBTQIAPN+ (por 100 mil hab.) | |
| ODS 11 | SDG11_5_DMC_FVL | Domicílios em favelas e comunidades urbanas (%) |
| SDG11_6_NGR_SUBN | População preta e parda em favelas e comunidades urbanas (%) |
Após os 6 critérios e o Índice ODS, o time do projeto ainda pode aplicar critérios de desempate adicionais, como a distância do município à capital do estado e a quantidade de agentes de cultura registrados no território.
A metodologia não escolhe apenas "onde a energia chega" — ela prioriza municípios de médio porte, fora das capitais, com maior desigualdade de renda (ODS 10), menor acesso à ocupação formal (ODS 8) e maior necessidade de inclusão urbana (ODS 11).
6.3 A ligação entre a metodologia e quem a Caravana de fato alcançou
Os critérios de elegibilidade dão peso explícito a indicadores de renda (Gini), raça (diferenças PPI x brancos em feminicídio e homicídio juvenil) e urbanização precária (favelas e comunidades). Essa orientação se reflete diretamente no perfil de quem se inscreveu e de quem foi selecionado nesta primeira fase:
- Raça: 64,9% das pessoas com inscrição enviada — e 80% das pessoas selecionadas como produtoras/assistentes e pesquisadoras locais — se autodeclaram pretas, pardas ou indígenas, na mesma direção do peso dado à desigualdade racial (ODS 10) na metodologia.
- Gênero: 68,4% da base enviada e 86,7% das pessoas selecionadas são mulheres cis, trans ou não binárias, coerente com o indicador de diferença na taxa de feminicídio (ODS 10) usado na escolha dos municípios e com os critérios afirmativos explícitos do processo seletivo (mulheres, pessoas negras e pessoas trans obtiveram pontuação extra).
- Escolaridade/renda (proxy): 69,4% da base enviada e 93,3% das pessoas selecionadas têm superior completo ou pós-graduação — um público qualificado que a Caravana passa a formalizar e conectar a oportunidades de renda (Lei Rouanet, editais locais), endereçando o hiato de ocupação formal (ODS 8) apontado pela metodologia.
- Território: a concentração de 98,6% da base nos 5 estados-foco (SP, DF, PE, BA, RN) confirma que a etapa de captação de inscritos seguiu fielmente os territórios definidos pela metodologia de escolha de municípios.
7. Resultados desta primeira fase (inscrições 2026)
- 490 inscrições recebidas, 380 enviadas (78%), vindas de 352 pessoas distintas — 288 delas com inscrição enviada.
- 21,6% da base concorreu em mais de uma modalidade, sinal de um público multidisciplinar; entre os selecionados, essa taxa sobe para 53,3%.
- Processo seletivo de Produtores e Pesquisadores Locais concluído: 15 pessoas selecionadas (10 na produção local + 5 na pesquisa local), uma dupla/pessoa por estado-foco, com 86,7% de mulheres, 80% de pessoas pretas/pardas e 93,3% com superior completo ou mais.
8. Transparência e controle de desafios
O time do projeto já mapeou os principais riscos operacionais de 2026 e as respectivas mitigações:
- Engajamento e quebra de presença: comunicação massiva e segmentada para garantir turmas cheias e ativas do início ao fim.
- Operação em múltiplos fuso-territórios: contratação local antecipada (desde março) de produtores, monitores e pesquisadores, garantindo enraizamento territorial.
- Abertura de nova fronteira (PE): mapeamento intensivo e parcerias locais estratégicas para garantir sucesso imediato no novo estado.
9. Fechamento
Mais de 260 horas de capacitação. 5 territórios. Um ano histórico. Estamos prontos para transformar o mercado cultural brasileiro com inteligência e previsibilidade. Vamos juntos construir este legado.